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Ko de Koerich, Bra de Brasilpinho e Sol de Cassol: conheça a história da criação do Kobrasol

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Criado em 1975, o Kobrasol é sem dúvida uma história de sucesso em Santa Catarina. Com comércio pujante e excelente estrutura para moradores, o bairro ganhou destaque e pode ser considerado o coração econômico de São José, na Grande Florianópolis. 
Em 2012, foi publicado no extinto ClicRBS/SC, uma boa reportagem sobre a fundação do bairro, escrita pela jornalista Vanessa Campos.  O Clic Kobrasol reproduz o material aqui na íntegra. Vale a leitura!

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Fundadores do Kobrasol contam como criaram um dos bairros mais pulsantes de São José
O caderno Continente apresenta a história de um dos bairros mais pulsantes de São José. Recém-criado, se comparado com a idade da cidade de 262 anos, o Kobrasol se transformou rapidamente em uma potência econômica na região da Grande Florianópolis. O local que carrega no nome a união de três famílias era para ser apenas um loteamento residencial. Mas o sucesso do empreendimento que começou em 1975 acabou elevando-o a um exemplo de urbanidade.
Há 37 anos, o antigo banhado que fazia parte do Bairro Campinas, em São José, recebeu uma atenção especial de três grandes empresários que atuam em todo o Estado de Santa Catarina. Trata-se de representantes das famílias Cassol, Koerich e Scherer, que na época comandava a extinta madeireira Brasilpinho. Juntas, as famílias criaram o Bairro Kobrasol, um dos mais relevantes de São José.
A ideia inicial era construir um loteamento residencial no terreno onde funcionava a sede do Aeroclube de Santa Catarina, que, depois, foi transferido para o Sertão do Imaruim, na mesma cidade. Por iniciativa do empresário Adroaldo Cassol, 79 anos, a única pista usada para pouso e decolagens de aviões, tomou um rumo que não se era imaginado na década de 1970.
Escolhido o espaço do investimento, era hora das três famílias, que já eram amigas, formarem a primeira sociedade de resultou em muitos negócios de sucesso, como a construção do Shopping Beiramar. Em 15 de junho de 1975, juntos, eles fundaram a Kobrasol Empreendimentos Imobiliários Ltda.
O nome da empresa foi escolhido com a proposta de unir os nomes das três empresas envolvidas: Ko de Koerich, Bra de Brasilpinho e Sol de Cassol. Entre as várias opções de nomes, Adroaldo lembra da sugestão de um dos engenheiros da empresa de colocar o nome de Cabrako.
— O nome era pesado, bruto. Não gostei. Então, sugeri Kobrasol e todos concordaram. O nome da avenida principal do bairro foi uma homenagem a Lédio João Martins, nosso colega que morreu em um acidente de avião.
Sociedade em outros negócios
Antônio Carlos Scherer, 68 anos, filho de Antônio Scherer e representante na época da sociedade Kobrasol, também se diz admirado pela transformação do bairro, que se tornou o coração de São José em termos de dinâmica econômica e social. Para ele, o Kobrasol representa o sucesso.
Walter Koerich, 78 anos, é enfático ao contar que "juntaram a fome com a vontade de comer", quando se uniram há mais de 30 anos para fundar o bairro.
— Fizemos a coisa bem feita. Nunca vi nenhum loteamento com o sucesso do Kobrasol. Não tivemos pressa. Onde tem gente, tem movimento econômico, tem tudo.
A sociedade, construída com o intuito de lançar o loteamento, foi desfeita em 1994 e a empresa, hoje, pertence à Cassol.
Exemplo de urbanidade = serviço+ moradia+ lazer + comércio
O especialista em processos de transformação do espaço urbano, arquiteto Almir Francisco Reis, aponta o Kobrasol com um bairro que representa uma cidade, com vida independente, que congrega serviços e moradia no mesmo local. Ele salienta que o Kobrasol qualificou o Continente:
— A vida que existe no Kobrasol não existe em muitas cidades. Ele tem urbanidade.
Reis alerta, porém, a expansão do bairro, que está no limite da altura dos prédios. Afirma que é preciso cuidado para o sucesso não se transformar em dor de cabeça e o local ficar inabitável.
Transformaram pedra em ouro
Apesar de ser novo, o Kobrasol se transformou no centro administrativo e econômico de São José, afirma o historiador da Fundação Municipal de Cultura e Turismo de São José, Milton Knabben.
O bom planejamento do projeto, que tinha 569 mil metros quadrados disponíveis, sendo 290 mil metros quadrados para a construção de 70 quadras e 781 lotes, com área média de 400 metros quadrados cada, além de 127.700 m2 para o complexo viário e 17.640 m2 para áreas verdes e recreação, trouxe comércio e dinamizou a economia do bairro. Visto como completo, sem a necessidade de deslocamento, o historiador acrescente ainda que o bairro se tornou um cartão postal de São José, pois tem lazer, tem moradia, tem gastronomia:
— Ele era um banhado, não tinha nada. Transformaram pedra em ouro. Não é preciso sair dali para nada. Moradores recebem suas visitas sem precisar se preocupar de levarem para outro lugar.
O que dizem os criadores do Kobrasol:
— O Kobrasol surpreendeu a todos nós. O que aconteceu foi um milagre. Na época, não havia nem local, nem bairro definido em São José. Foi um sucesso acima do previsto. 
Adroaldo Cassol
— Só podemos nos orgulhar desse empreendimento. O Kobrasol foi um sucesso. Quem imaginava, há 30 anos, que isso aconteceria?
Antônio Carlos Scherer
— São mais de um milhão de metros quadrados. São José não seria o que é sem o Kobrasol. Para mim, é o melhor bairro de Santa Catarina.
Walter Koerich
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