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Polícia Civil realiza operação que apura rombo milionário na Celesc

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Operação recolheu bens de luxo dos criminosos (Foto: Polícia Civil/SC)

A Polícia Civil, através da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), realizou na manhã desta sexta-feira, 2 de agosto, a Operação Curto Circuito com o objetivo de cumprir três mandados de prisão temporária e 20 de busca e apreensão além de solicitar o bloqueio de ativos financeiros das pessoas investigadas.

A operação também solicitou o sequestro e indisponibilidade de 23 veículos, dentre eles, uma Lamborguini, um Camaro e um Land Rover, 24 imóveis, sendo alguns de alto padrão, além do sequestro de 5 empresas.

Até ás 11 horas tinham sido cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba (3), São José dos Pinhais (PR), Balneário Camboriú (7), Itapema, Bombinhas, Itajaí (3), Florianopolis (2) e São José (2).

A operação Curto Circuito é resultado de um inquérito policial instaurado pela DEIC com o objetivo de apurar materialidade, autoria e circunstâncias de crime de peculato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa, tendo como vítima a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), ente pertencente a administração pública indireta do Estado de Santa Catarina.

De acordo com o que foi apurado, a Celesc celebra contratos denominados convênios de prestação de serviços, os quais consistem, basicamente, em cobrar e arrecadar, na fatura de energia elétrica, determinados serviços prestados pelas empresas conveniadas, diretamente dos consumidores de energia, ou seja, a Celesc cobra e arrecada, na conta de luz, alguns serviços de empresas que celebram contratos com a empresa e, após apuração mensal, repassa os valores, descontando as taxas contratuais.

As investigações revelaram que o funcionário responsável pelo controle de pagamentos de convênios alterava manualmente, para maior, os lançamentos de repasses para convênios do sistema comercial da empresa de distribuição de energia Celesc, cujos pagamentos tinham como beneficiária uma empresa investigada, sendo que no período investigado, foram feitas 136 alterações a maior, totalizando valores que, corrigidos, somam mais de 17 milhões de reais. Os desvios contra a Celesc ocorreram entre 2009 e 2017.

Além da apuração dos crimes de peculato eletrônico e associação criminosa, a investigação concentrou os esforços no sentido de identificar o caminho do dinheiro desviado e o patrimônio dos investigados. “O objetivo é responsabilizá-los pelo crime de lavagem de dinheiro, mas, sobretudo, para garantir o ressarcimento da vítima, que na prática, é toda a sociedade catarinense, uma vez que os valores subtraídos poderiam ter sido empregados em ampliação e melhorias da rede”, disse o diretor da DEIC, Delegado de Polícia Luis Felipe Fuentes.

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