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5G em Santa Catarina em pauta no Seminário de Inovação e Tecnologia

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Gerente de relações institucionais da TIM, Cleber Rodrigo Affanio. Foto:  Diego Redel 
A implantação da plataforma 5G no Estado, os seus benefícios e qual o custo aos municípios foi tema de debate no Seminário de Inovação e Tecnologia, que ocorreu durante o Congresso de Prefeitos 2019, na Arena Petry, em São José (SC) no dia 26/9. O evento, que debateu o futuro da governança pública frente aos cenários da inovação e a implementação da Internet das Coisas (IoT) para aumentar a competitividade econômica e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, trouxe o gerente de relações institucionais da operadora TIM, Cleber Rodrigo Affanio, para abordar o tema.
Muitos associam o 5G a uma maior velocidade na internet móvel. Realmente, essa tecnologia vai permitir um salto significativo dos atuais 3Gbps para até 20Gbps — em valores teóricos, mas ele deve ser muito útil, também, em aplicações de diversas outras situações que pareciam muito distantes da nossa realidade. “Com o 5G será possível fazer aulas a distância em tempo real, controlar carros, drones, tudo isso com velocidade sem o delay que a 4G ainda proporciona. Nesse sentido também será possível fazer uma cirurgia ou uma consulta a distância de maneira muito real, coisas que de fato hoje não são possíveis por conta do tempo até chegar a mensagem, explica Affanio.
Em sua fala, Affanio destacou também sobre a importância da rede para a sociedade e os impactos que pode trazer para a saúde, segurança e educação. Exemplo disso, é a integração de sistemas para tomada de decisões mais rápidas e efetivas, por meio do reconhecimento facial. Ele também alertou gestores quanto as leis que regulamentam a expansão de postes, fios, cabeamentos e rede, necessários para implantação do novo sistema. “O município precisa entender que é um benefício e que a sociedade será a maior beneficiada. Contudo, é necessário aumento da infraestrutura para receber essa nova tecnologia. Mas muitas leis municipais ainda tratam as novas tecnologias como a implantação de postes, como torres, impedindo e colocando restrições que para esse novo equipamento se tornam incompatíveis Segundo ele, hoje, sistemas mais modernos permitem implantar antenas sem impactar no aspecto visual da cidade. “Os gestores precisam olhar para suas leis municipais e verificar se estão de acordo com as novas tecnologias e novos equipamentos”, explicou.
Com a inovação que a rede de quinta geração trará, a proposta do 5G Living Lab da TIM, instalado em Florianópolis, em parceria com a Fundação CERTI e a Huawei, e que já está em fase de teste, é principalmente verificar o impacto da chegada da tecnologia na economia e na sociedade. De acordo com Cleber, o processo de implementação de fato no Estado só ocorrerá após o leilão desta nova frequência, que tem previsão de ocorrer durante o ano de 2020.
Affanio aproveitou o momento para frisar que não há estudos científicos que comprovem que a 5G pode causar algum tipo de risco a saúde tanto de animais quanto de pessoas e destacou que algumas cidades no mundo, algumas na Itália, já utilizam a nova tecnologia. “O mais importante é que os limites de potência das antenas no Brasil já foram estabelecidos por lei federal, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), sem contar que todos os equipamentos utilizados são certificados”, disse. Segundo ele, inclusive no edifício-sede da OMS, em Genebra, onde existem quatro antenas de telefonia móvel instaladas. “Lembrando que a radiação eletromagnética não ionizante, já é utilizada pela televisão, rádios e também pela telefonia celular 2G, 3g e 4G”, destacou.
O Brasil é hoje o terceiro país no mundo que mais utiliza a internet, segundo estudos, o brasileiro passa 40% do seu tempo na internet em redes sociais.
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